
Fico muito tempo sem escrever e daí acontece isso! Os posts ficam enormes! Por isso vou escrever logo, brevemente e de uma vez só, sobre o show de ontem. Sim, meus amigos, eu vi U2 no Giants Satadius. Sim, foi histórico.
andanças de uma jornalista, antropóloga, costureira, cozinheira, que faz de quase tudo um pouco e tem tempo de sobra pra ser feliz



Bastam três dias sem escrever para ter um monte de reflexões engasgadas.
Foram alguns os filmes desses últimos dias. Voltei, de vez, ao ritmo de um filme por dia. Ando firme nesse índice, mesmo sem querer.
Quarta-feira fui ao cinema ver September issue, o documentário sobre a Anna Wintour. Tão sem graça que faz até eu, que adoro costurar e ver novos modelos de vestidos e saia, achar o mundo da moda um saco. O filme gira em torno da euforia e dedicação da equipe da Vogue para fechar a edição de setembro, a maior da revista. É um documentário em que todos os entrevistados são completamente poser e quanse nada tem a dizer. Alguém pode ter uma idéia pior? Depois de "O diabo veste Prada", deve ter sido a saída para salvar a pele da editora que já deixou tantos bichinhos sem pele.
Bem, quinta-feira, no trem para Boston, tive de recorrer ao meu salvador, líquido e certo, François. Revi "Jules et Jim" e devo confessar que agora o filme me pareceu ainda melhor. É intrigante. Daqueles que te deixam em ebulição dias depois. Um filme de amor, em todos os seus sentidos. O amor sexual, maternal, de amigos, de amantes. A fotografia linda, os diálogos engraçados, ácidos, lindos, os personagens, capazes de despertar sentimentos numa almofada, completam a obra-prima.
Ainda consumida pelo espírito aventureiro misteriso, dramático e cômico de Truffaut (como é que ele consegue tudo isso ao mesmo tempo?), sexta-feira resolvi dar marcha-ré. Assisti a "Pinneaple Express". Céus! Que bobagem! Parecia que a qualquer hora o Truffaut apareceriz dizendo "um amor assim delicado, você pega e despreza". Estraguei todo o embrulho com uma comédia sem a menor graça que, acreditem, eu parei de ver três vezes até conseguir chegar ao patético fim. E olha que eu até tenho gostado de comédias. Adorei "Funny People", adorei "Knocked Up" e adoro o Seth Rogers. Acho o gordinho um charme, fazer o quê? Bem, acho que agora, no trem voltando pra casa, vou ter que apelar. "O Tiro no pianista" me aguarda. Que Charles Aznavour seja capaz de apagar da minha memória o último Rogers.

Fui a Boston, meio na correria, na quinta-feira à noite. Adoro Boston, mas estava muito cansada, esperando passar o fim de semana em Nova York, curtindo os bichos e tentando acomodar o apartamento à ausência da Cacá.
Pois é, depois de dois ou três meses lá em casa, minha querida Cacá, para a alegria do Antônio, está pertinho de voltar ao Brasil. Nos despedimos com o melhor cookie do mundo, na 74th com a Amsterdam. E guardamos nossas pulseiras da amizade como símbolo dessa descoberta tão especial: somos amigas.
Não é todo dia que a gente encontra pessoas bonitas como a Cacá pela frente. Ela é a namorada do Antônio, um dos meus melhores amigos da vida toda, há oito anos. Sempre gostei dela, mas ela morava em São Paulo (aquela cidade feia... rsrsrsrs) e a gente acabava se encontrando meio na correria, e sempre com o Tonico por perto. Tonico é louco pela Cacá e á fácil entender por que quando você conhece ela de verdade. Ela não é só linda por fora, com porte de modelo e sorriso fácil, mas valioso. Cacá é uma amigona, que sei que levo pra vida toda. Destemida, guerreira, inteligente, moderna, doce, uma fortaleza. Sempre achei que eu conseguisse segurar os problemas de todos os meus amigos e ainda os meus com uma habilidade malabarística. Agora vejo que faço o básico. Incrível mesmo é a Cacá, que passeia pelas dificuldades como uma garça divertida.
Cacá merece ter um cachorro, um casamento na praia e flores bem coloridas pelo caminho. Ah! E, é claro, cookies de chocolate todos os dias!
