Friday, March 19, 2010

Dia 44 (13/03) - Santa Fé


Sábado de folga e resolvemos ir a Santa Fé, a mais ou menos uma hora de Albuquerque. Lá, é como se a Old Town de Albuquerque se multiplicasse. Em vez de um quarteirão, uma área enorme de construções de adobe, diferentes de qualquer paisagem que houvesse em minha memória. Em Santa Fé se enfileram o prédio público mais antigo do país, a igreja mais antiga do país e a casa mais antiga do país. Santa Fé, aliás, é a capital mais antiga dos Estados Unidos. E tudo isso está logo ali, preservado.

Dia 43 (12/03) - Montanhas de melancia


Hoje Tia Bulete e Tio Donald tiraram o dia para nos levar à cidade antiga, ou Old Town de Albuquerque. O lugar é lindo, preservado, cheio de casas de adobe. Dizem que alguns anos atrás estava abandonado, cheio de pichações, mas a gente não viu nem sombra disso. O lugar é vivo, cheio de turistas, e com uma igreja fundada em 1706, linda, linda. Lá a gente começou a entender melhor o espírito desta terra encantada. O Novo México é um dos poucos estados americanos que não ganham "state" no apelido. É "land", ou melhor, "the land o enchantments". Um dos lugares que fazem jus ao nome é o Sandia Peak. O nome é mais uma das muitas influências hispânicas que a gente encontra por aqui. Sandia é melancia em espanhol e o morro, ao cair da tarde, fica da cor da fruta. E fica mesmo, sem exagero. Lá do alto a gente vê a cidade inteira e neva pra valer. Tem até estação de esqui. Entre os habitantes do Novo México há muitos native americans (é o estado com o maior número deles, proporcionalmente), muitos hispânicos (a fronteira com o México é logo ali) e alguns americanos brancos. Assim se compõe um estado colorido e cheio de desafios que não vejo a hora de enfrentar.

Dia 42 (11/03) - Davi e Golias

Aproveitamos a estadia na casa da minha tia para levar o RV pro conserto. Lembram que eu disse que ele estava com uma goteira no teto do quarto? Pois o super Tony, um mexicano simpático e cheio de tatuagens, deu conta do recado. O carro dormiu na oficina, mas ele ligou avisando que era mais simpes que parecia e tudo ficaria em ordem. Aproveitamos para ficar em casa, descansar, decupar algumas fitas e curtir a divertida amizade de Pinduca e Juca. O cachorro dos meus tios é umas cinco vezes o tamanho do Pinduca, mas o Davi dessa história é folgado à beça e não se cansava de provocar o pobre Juca. Mais um dia divertido.


Dia 41 (10/03) - Sedona X Albuquerque


Se a gente tinha alguma dúvida de que dirigir caminhão é difícil, mas a gente consegue, hoje elas terminaram. Na estrada de Sedona a Albuquerque foram seis horas de tudo o que se pode imaginar. Nevou feio na saída da cidade, choveu no meio do caminho, parte da estrada estava compltamente esburacada e em pista única, de dar inveja à BR 101. Dirigi no começo e, na hora em que torcamos o volante, pensei "poxa, o Chico se deu bem... Pior que isso, não fica". Mas o pobre ainda pegou trechos de neve com vento, uma temeridade. E a gente sobreviveu! Chegamos à Albuquerque no fim da tarde, com Tia Bulete e Tio Donald nos esperando com um jantar maravilhoso e um quarto lindo e quentinho. Foi nossa primeira noite em uma casa, desde que a jornada começou. É que como minha tia é uma das poucas pessoas da família que moram fora de Vitória, a gente quis aproveitar. Os dois são pessoas maravilhosas e cheias de assunto. Daí, fica tudo bem mais fácil. Ah! E como é bom tomar banho num banheiro de verdade, sem ninguém puxando assunto no box ao lado...

Wednesday, March 10, 2010

Dia 40 (09/03) - Frank Lloyd Wright e mais chuva!


Mais um dia em Sedona e mais um dia de chuva! Parece que nos pregaram um peça. A Carmen brasileira que trabalha aqui há dez anos e nos levou para um tour pela cidade, disse que aqui só chove 27 dias por ano. Pois parece que dessa vez, os 27 dias viraram um só! A gravação mais parecia uma videocassetada, com nós duas no meio de um chuva de granizo que depois virou neve e os guarda-chuvas pedindo pelamordedeus para serem deixados em paz. Passamos por um vórtex e depois pela igreja mais linda do mundo! Ela foi construida no meio de duas rochas vermelhas, inspirada no Frank Lloyd Wright. Moderna, iluminada e uma ótima pedida para um dia de chuva.

De lá, seguimos para Prescott, completando assim nosso passeio pelo coração do Arizona. Gravamos com um universitário brasileiros que, por ser bom de bola, ganhou bolsa integral para o curso de administração. Chegamos em casa acabados e ansiosos por mais uma troca de estado. Amanhã é Novo México!

Dia 39 (08/03) - Grand Canyon



Hoje foi o dia de realizar um sonho: visitar o Grand Canyon. Já não cabia em mim de expectativa, principalmente depois de ver canyons menores e já perder a noção do caminho de casa. Decidimos sair cedo para passar por uma estrda aalternativa, um trecho da legendária Route 66 e parar numa cidade de faroeste, Williams. Menos de dez minutos depois de sair, a neve começou a cair. Nesse momento estávamos cruzando a maior floresta de pinheiros do mundo, perto de Flagstaff. Isso significa uma paisagem que a gente acha que só existe na imaginação. Paramos várias vezes no caminho, para filmar, tirar fotos ou simplesmente rir alto, se sentindo a dupla mais sortuda do mundo. Chegamos a Williams, que parece cenário dos filmes do John Ford. O cara do nosso lado na mesa do almoço poderia ter matado o John Wayne fácil, fácil. E nesse clima, ainda achamos um brasileiros super bacana para fazer parte do programa. Gravamos com Murilo, que veio fazer intercâmbio no fim do mundo, como diz ele, há sete meses. Ele disse que no faroeste é difícil fazer amigos, mas estava firme e forte, aprendendo com a experiência e esperando a hora de voltar para o Brasil.


De lá seguimos para o Grand Canyon, onde faríamos um vôo com um piloto de heicóptero brasileiros. Por causa da neve, nenhuma aeronave decolou e o jeito foi conhecer por terra mesmo. É uma paisagem de tirar o fôlego, literalmente. Fiquei sem ar, sem saber para onde olhar. Voltei para casa me sentindo leve...

Dia 38 (07/03) - Sem Oscar e com infiltração


Choveu o dia inteiro e sem termos resolvido ainda a infiltração no quarto, o dia foi meio tomado pela tensão de ver a cama alagada mais uma vez. Tentamos passear de carro, ver algumas paisagens, mas o jeito foi mesmo passar o dia em casa. Filmes, faxina, cafuné nos bichos e um drma aà noite! não conseguimos fazer a tv fucionar o jeito foi ficar acompanhando o Oscar na cobertura minuto a minuto da internet. Isso em Sedona, de longe a pior conexão que já vi! Ninguém merece!