Monday, April 12, 2010

Dia 66 (04/04) - Praia nova


O guia dizia que Pensacola já valia a pena, mas cheios de disposição e já calejados a pegar horas de estrada, resolvemos nos arriscar. Passamos por quase todas as praias de Pendhandle até parar em Santa Rosa Beach, praia de areia branca feito talco, águas agitadas, mas possíveis, e alguns banhistas animados. Duas horas por lá e decidimos nos arriscar até o Grayton Beach State Park, segundo o guia, uma das mais belas praias do país. A meção não é exagero. Entre um imenso lago, cercado de árvores, e o mar azul, se espreme uma faixa de dunas branquinhas e intocadas (a gente tem que atravessá-las por pontes, infelizmente). Fossem os americanos um pouquinho mais brasileiros e a gente pudesse sentir a areia nos pés, teria sido perfeito. O jeito foi se contentar com o quase e fechar o fim de semana perfeito no parte permitida da areia, já bonita demais.


Dia 65 (03/04) - Fim de semana de sossego


Os dias têm sido puxados à beça desde que nossa aventura começou e quem acompanha o blog já deve ter percebido como reclamo! Pois esse fim de semana foi o que a gente pediu a Deus. Na Flórida, alta temporada é no inverno, quando nos outros estados a neve reina e no sunshine state, bem, você já sabe. Por isso nessa época, as praias estão mais tranquilas e a gente pode aproveitar de verdade. Parecia uma tarde em Guarapari, fora de estação. Cervejinha na areia, mar calmo, água transparente e um sol meio morno, delicioso. Fomo à Pensacola, numa parte chamada Quiet Waters, que parece uma piscina, como o nome diz.

Dia 64 (02/04) - Lake Charles - Pensacola


A gente sinceramente não havia se programado para atravessar quatro estados em um único dia. Quando vi o nosso trajeto pelo google maps não me dei conta! De repente, saíamos da Louisiana para o Mississipi. Depois, do nada, surgiu o Alabama. Finalmente, nosso destino, a Flórida. Apesar disso, a viagem não foi das mais longas. Dirou apenas sete horas. Nossa, como essa viagem está me deixando Poliana! Para não dizer que estou otimista demais, quando chegamos ao camping, um enxame de muriçocas veio nos dar as boas-vindas. Fui dormir toda inchada. Pelo menos aprendi a falar muriçoca em inglês.


Dia 63 (01/04) - Austin - Lake Charles


Pela primeira vez a gente deixa uma cidade com uma pontinha de tristeza. Austin foi uma surpresa tão maravilhosa que deu vontade de ficar mais. Pela primeira vez tudo parecia perfeito: o clima, as pessoas, as paisagens. Para completar, a cidade é tão generosa que deixou o dia nublado para diminuir nossa tristeza. Jersey, o rapaz das panquecas, veio da cozinha se despedir com duas barrinhas de cereal, dizendo que a gente precisava se alimentar na estrada. Existe isso? Nariz em pé e nó na gargante, seguimos para Lake Charles, na Louisiana. Estrada péssima, cansativa, cheia de motoristas imprudentes. Camping bacana, com um lago lindo, com direito a ilhota no meio, cheia de cabritos. O único problema era o chuveiro. Mas vamos em frente!

Dia 62 (31/03) - Despedida de Austin


No nosso último dia em Austin fomos fazer o que por aqui se chama b-roll, o rolo b das gravações. No Brasil, são as famosas "imagens de apoio", usadas para "cobrir" o depoimento de alguém um pedaço da minha narração. Em Austin, fazer o b-roll representou nossa despedida de uma cidade tão apaixonante. Voltamos ao capitólio, à South Congress, à ponte dos morcegos, ao Zilker Park. Pra machucar meu coração.


Dia 61 (30/03) - San Antonio


Não sei se foi o impacto tão forte de Austin, mas acabei achando San Antonio menos sensacional do que eu imaginava. Não é que não seja sensacional, mas acho que minhas expectativas estavam altas demais. É a cidade mais turística do Texas e lembro que a compararam a Santa Fé, no Novo México. Por isso segui para lá esperando uma vilazinha pequeninha e bucólica. San Antonio está entre as dez maiores cidades dos Estados Unidos, tem uma porção de edifícios enormes e apenas um pedacinho de arquitetura antiga. Um pedacinho, é bom dizer, que vale a pena. No Riverwalk a gente encontra uma bela estátua do padroeiro da cidade (e xará do nosso herói), no Álamo, descobre um pouco mais da história texana (lá ocorreu uma batalha sangrenta que deu a independência à República do Texas). A companhia da Mayara, brasileira casada com um americano e nossa guia pela cidade, ajudou a deixar as coisas bem mais legais. Teve até almoço na churrascaria!