andanças de uma jornalista, antropóloga, costureira, cozinheira, que faz de quase tudo um pouco e tem tempo de sobra pra ser feliz
Tuesday, April 27, 2010
Surpresas no caminho
Sunday, April 25, 2010
Alma de pomba
Tuesday, April 20, 2010
Mais Planetas
bloco 2: http://www.youtube.com/watch?v=7XN7vBVwc_M
bloco 3: http://www.youtube.com/watch?v=dMF_9GeXgKg
bloco 2: http://www.youtube.com/watch?v=EeKcgnPpG-Q
bloco 1: http://www.youtube.com/watch?v=RIMr0NX-Rzc
bloco 2:
Thursday, April 15, 2010
Dias 75 e 76 (13 e 14/02) - Dois dias sem nada pra contar!
Monday, April 12, 2010
Dia 74 (12/02) - Só para baixinhos

Quando vi a Xuxa pela primeira vez, uns sete ou oito anos atrás, era Criança Esperança, em São Paulo. Eu saí do Rio sabendo que iria entrevistá-la e, confesso, preparada para me indispor. O problema é que quando ela entrou na sala, vi um clarão. A moça parece que tem luz própria. Desde então, passei a defendê-la, arrumando briga com uma porção de amigos. Não é que eu seja fã e, na verdade, nem fui uma baixinha muito afoita. Meu pai me empurrava coisas mais maduras, me obrigando a números meio patéticos, como "Da janela lateral" (não lembro o nome certo, mas pelo primeiro verso, todo mundo reconhece), apresentada todo fim de semana para os amigos. Hoje acho engraçado. Foi esquisito ouvir a opinião da Xuxa sobre imigração, mas reconfortante ver que até ela, do alto daquela nave espacial onde nem Praga, nem Dengue, nem eu entrávamos, se sente impactada pela realidade de quem vive longe de casa, passando por dificuldades que não alcançam rainhas.
Dia 73 (11/02) - Mais uma despedida chaaaaata

Fico feliz pelos dois dias que passamos em Cancún, mas ah! Como eu queria que fossem duas semanas! Não só pelo mar azul, a areia branca, os deliciosos burritos envolvidos por margaritas. É que Cancún foi simbólica por representar a primeira pausa desde o início dessa aventura maluca. Pela primeira vez, a gente saiu do roteiro, pegou um avião e não levou a câmera a tira-colo. Isso me fez um bem que nem sei. Hoje, mais uma vez, passamos o dia na praia e ficou ainda mais claro como somos parecidos com os mexicanos. Semana passada, em Orlando, um entrevistado que viajou toda a América Latina de carro me disse que, o que percebeu, era que os povos se uniam pela tolerância a regimes socialistas. Não acho que seja isso. Acho que a gente se une na paixão pelo outro. Como nós, os mexicanos querem saber sua história, se interessam pelas suas diferenças, pelos seus problemas. Na chegada ao hotel, um me perguntou como estava o Rio, depois de tanta chuva. Outro abriu um sorriso quando nos ouviu falando português e correu para dizer que conhecia Rio e São Paulo. À noite, no jantar, o garçon batucou na mesa para dizer como amava o nosso país. Claro que com tudo isso percebo, cada vez mais, que o Brasil é o país do presente. E que os mexicanos de coração bom são bem-vindos na nossa festa.
Dia 72 (10/02) - Não qualquer azul azul

Quando cheguei a Cancún, o Caetano Veloso parecia berrar "Rumba Azul" no meu ouvido. "À la Rumba Azul, vamos!". Tudo na cidade é azul e de um azul quqase inexistente, que já não há. "Azul que é pura memória de algum lugar". Desculpem pelas citações, mas elas não vão parar até o fim deste post. É que ver poesia assim, na sua frente, pisar em poesia, se banhar em poesia, sentir cheiro de poesia, deixa a gente mesmo meio romântico. Lembrei também do Gil, com "não qualquer azul, azul, de qualquer céu, qualquer dia, o azul de qualquer poesia, de samba tirado em vão". Foi mal, Gil, mas este azul não é apenas o "que a gente fita no azul do mar da Bahia" (que, aliás, pra mim tá mais pra verde), mas o azul do caribe mexicano. Pensei que fosse coisa de photoshop. Nada disso. Como diz a Dany, parece que tem uma luz vinda da areia, é uma coisa meio sobrenatural. Chegamos cansados, depois de um sono curto, mas ficamos o dia inteiro esticados na areia, com pausas apenas para um mergulho na piscina. Ops, no mar. É que mar mais azul que piscina eu nunca tinha visto. Nada melhor que, no meio de tanta turbul6encia, encontrar "um lugar bonito e tranquilo pra gente se amar".